23 setembro, 2016

O que aprendi com o Budismo - Parte 1


Estudando o livro “Caminho alegre da boa fortuna” no Curso do Programa Fundamental com o Monge Kelsang Drime, logo na primeira aula o tema abordado foi “O sofrimento”. Então, o objeto de meditação naquele momento seria o sofrimento.
Como assim? Meditar sobre o sofrimento? Que coisa mais deprimente. Você deve está se perguntando.
Não é bem assim. Quando meditamos temos que ter como referência um objeto. E por que não o sofrimento?
Existem três tipos de sofrimento:
1 - O sofrimento da dor manifesta - Que é qualquer sensação corporal ou mental desagradável se manifestando.
2 - O sofrimento de mudança - É quando encontramos uma solução temporária para a sensação desagradável, mas ela volta.
3 - O sofrimento subjacente - É a base de onde surgem todos os sofrimentos, exteriores e interiores.

Entendendo o sofrimento interior e exterior
Você está em um ônibus e senta ao lado de uma pessoa que fala sem parar. Você pensa: “Que pessoa chata”.
Uma pessoa chata, mal-educada é um sofrimento?
Pode até ser. Mas você já parou para pensar que o conceito de chata pode estar relacionado à sua capacidade temporária de lidar com as situações desafiadoras?
A nossa mente fraca tende a achar que a pessoa é chata, isso é o sofrimento exterior. O que você sente com essa situação é o sofrimento interior.
Portanto, não existe pessoa chata, existe mente frágil e despreparada.
Mas o que fazer para evitar tais situações?
Quando a sensação desagradável surgir, busque um método para fortalecer sua mente e não sentir mais isso.
O tamanho do problema é dimensionado pela maneira como você o vê. Vamos considerar que você realmente esteja sofrendo uma grande tragédia, que pode ser a perda de um ente querido ou uma doença, tudo vai depender de como você vê o problema. Pensar de uma forma positiva em um momento de dor é quase impossível, por isso que devemos treinar nossa mente com meditação para saber lidar com o sofrimento, porque certamente ele virá. Tem coisas na vida que não temos como fugir. Quem nunca teve um parente que adoeceu ou morreu? Envelhecer, adoecer e morrer é um processo natural.
Um exemplo bem simples de sofrimento, mas que nos transtorna bastante, é quando alguém nos agride física ou verbalmente. Aquilo fica remoendo dentro de nossas mentes e por muito tempo lembramos, falamos e revivemos todo o processo de sofrimento. É como se estivéssemos revivendo aquilo por várias e várias vezes. Na realidade estamos nos torturando. Ou seja, a pessoa nos agrediu ou nos feriu com palavras uma ÚNICA vez, porém, ao relembrar, estamos alimentando a dor e nos ferindo inúmeras vezes. O que fazer para solucionar este problema? A solução que encontrei foi meditar. Concentrei-me em um objeto e meditei sobre ele.

Agora vamos falar de prazer
O prazer é gostoso, certo? Comer um chocolate, amar loucamente uma pessoa por longos 25 anos, viajar… Mas acaba. E quando acaba o que sobra?
Para uma mente treinada e forte, quando aquela situação de prazer se esgotar, os bons momentos e as experiências construtivas terão ficado. Será possível entender que fazia parte da vida, acabar. Porque nada é permanente. A relação, a juventude, os recursos, o prazer acabam, mas restará os bons momentos de sabedoria, paz e entendimento.

A nossa mente fraca e poluída tende a mergulhar na tragédia, isso uma mente forte não vivencia. Tente pensar assim: Essas coisas acontecem, vou viver bem e me fortalecer.
Viva feliz a cada dia. Espelhe-se em pessoas que saem de grandes tragédias mais fortalecidas.

Objeto de meditação:
“Preciso encontra um método, colocá-lo em prática, fortalecer minha mente e me libertar permanentemente do sofrimento.”

Faça uma pausa no seu dia, sente-se em uma posição confortável, que pode ser apenas sentado em uma cadeira, concentre-se em sua respiração e repita a frase acima a todo momento que sentir que sua mente está se direcionando para outros pensamentos. No início sua mente vai querer correr para muitos lugares, traga-a de volta para sua respiração e para o objeto de meditação. Nossa mente é o nosso coração espiritual, devemos treiná-la. Ela é frágil e poluída. Devemos treiná-la para enfrentar todo e qualquer sofrimento. Assim, as tragédias ficam menos dolorosas. É incrível o poder que nossa mente tem de fazer tempestade em um copo de água quando não é treinada. Tudo fica feio, tudo fica triste, tudo fica chato e sem vida. Medite! Treine sua mente e viva melhor! Conheça o Centro de Meditação Kadampa Rio de Janeiro!
Valéria Araujo © . Design by FCD.